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sexta-feira, 30 de novembro de 2012



Eu posso amar qualquer coisa tua, mas não me deixe tê-la. Isso não são dedos, olha bem, são garras. Minha boca cospe fogo, meus olhos são como bombas. Fat Man e Little Boy.

Você se arrisca?

Conheço gente que jamais tentou.

Conheço gente que tentou uma vez e descobriu que o inferno fica apenas um dois três passos do céu, então desistiram da salvação.

Você ainda quer? Ainda quer uma mão que te segure e um chão que sustente os teus pés?

Eu disse, eu digo, eu posso amar qualquer coisa tua. As mãos, o peito, teus olhos, teu pênis, teu deus e teu diabo, teu espírito jovem e tua alma velha, teus ombros caídos e tua cara pintada de guerra, teus pesadelos da noite passada – ainda que seja eu.

Qualquer coisa.

Então você me oferecerá qualquer coisa, e eu amarei qualquer coisa. Nisso, estarei te matando. Aranhas fazem isso, abelhas rainha fazem isso. E eu também, seja lá o que eu for. E nisso, ainda nisso, adivinha? Estarei atirando no meu próprio pé.

Se eu não fizer, tanto faz, vamos morrer de qualquer jeito.

Nisso, disso. Porque fingimos que o amor não importa, mas nos salvamos e nos destruímos juntos.

Hoje é terça. Quem fode quem?

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